segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Forrózinho






...Pena que no youtube as músicas se perdem. Os usuários vão excluindo e as playlists ficam desfalcadas.

Sobre arquitetura e sustentabilidade

Quando pensamos em sustentabilidade, logo nos vêm à mente: vamos salvar a natureza! 

E nesse espírito de super-heróis, ou de "reconquistando o que fora perdido", o mercado oportunista viu a grande chance de divulgar um termo como forma de marketing visando a grama, ops, grana. 


Quando Deus disse em Gênesis 28 que era para o homem encher a terra e sujeitá-la, teve uma galera que entendeu errado a parte de sujeitar e começou a escravizar a terra. Como diria narrador de futebol Téo José: "Não! Não é assim!".

A natureza se regenera de uma forma incrível. E no seu tempo, que é bem diferente do nosso. Ao passo que uma árvore pode viver mais de 3.000 anos, enquanto a nossa expectativa de vida não ultrapassa os 100 anos - acima de 80 anos já está mais que bom, né? Morreu de velhice.

Sarv-e-Abarkooh (árvore cipestre) 4.000 anos  / Oscar Niemeyer 104 anos

O estilo arquitetônico contemporâneo não dá chances à arquitetura vernacular e espontânea que é diferente em cada lugar de acordo com seus fatores climáticos e culturais. 

Akron Art Museum, Ohio, 2007 / Estufa de plantas.

O estilo adotado é internacional, vindo principalmente de países que são grandes potências econômicas, inseridos por exemplo, num clima temperado. Ou seja, pensando na "nossa casa", não há como implantar uma edificação coberta excessivamente de vidros, pois seria como usar a mesma técnica das estufas, onde a iluminação entra mas o calor entra e não sai. E isso gera um uso maior de energia. O que acontece com essas edificações, é que a luz natural é pouco aproveitada; fecham as cortinas, ligam as luzes e o ar-condicionado, mesmo raiando um lindo dia de sol. Não faz sentido! Qualquer edificação causa impacto no meio ambiente, mas essa "internacional" especificamente, causa um enorme impacto, principalmente quando é replicada (muitos edifícios iguais no mesmo sítio, estilo arquitetônico em alta). 

A tecnologia foi suplantando diversos princípios arquitetônicos. Assim como na época do historicismo neoclássico da revolução industrial, quando a construção se dividiu em engenharia e arquitetura, as pessoas, em sua maioria, estavam fascinadas com as novas técnicas e a rapidez com que elas eram realizadas, mas, em contrapartida haviam os arquitetos numa linha de classicismo romântico e poético que não admitiam os catálogos de plantas que os engenheiros estavam criando e delimitando com isso a forma de criar. 

Estamos numa fase de deslumbre com a tecnologia, onde o homem se encapa com ela e fica alheio ao seu ecossistema, como se não fizesse parte dele. O consumismo do nosso tempo também faz parte dessa conduta, de almejar, ter e usar as tecnologias mesmo sem necessidade. E isso tem enfraquecido muito em vários aspectos, principalmente falando em arquitetura. 
Não sou contra tecnologias (ar-condicionado, aquecedor, bla, bla, bla), mas devem ser utilizadas com sabedoria. Estamos delimitados a um estilo de criação que não convém com a realidade. Nem do clima e nem do cenário de poluição do planeta, além desses interesses individuais, gananciosos e egoístas.


Kárita talvez consiga encarar essa realidade escrevendo, já que mesmo tendo esperanças, sabe que lá no fundo não há como fugir do mercado atroz morando na cidade - talvez nem fora dela. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Lado de Cima da Cabeça

Ótimo documentário!




#cabelos crespos
#negros
#a bobagem das pessoas
#a maldade/ignorância e a influência da sociedade que ainda tem pensamento atrofiado

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que é e como nasce a ARQUITETURA?


arquitetura nasce a partir do homo erectus, que deixou de ser nômade e passou a ser sedentário.

O fato de fixar-se num local (marcar território) fez com que tivessem a necessidade de construir abrigos.

As primeiras construções visam ser refúgio contra fenômenos da natureza, proteção contra inimigos, guardar posses...

A mente humana tem necessidade de nomear, distinguir, classificar, dar sentido. A necessidade de organização é que faz com que o território seja delimitado: área de namoro, de alimento, de descanso... Essa diferenciação antecede a arquitetura, pois já era feita em cavernas.



Portanto, ABRIGAR, não é a única nem a principal função de uma casa. O ambiente construído tem vários objetivos: abrigar as atividades e os bens das pessoas que habitam determinado espaço, proteger os moradores contra outros seres humanos, animais ou mesmo de "males" sobrenaturais (é o caso, por exemplo, dos templos), promover a integração de um grupo, reforçar a identidade social e indicar status. Para que esses objetivos sejam notados, é feita uma diferenciação, a fim de tornar visível as diferenças entre os lugares e seus comportamentos correlatos. 

Reforçando: a arquitetura pode prover ambientes para certas atividades; ela pode lembrar às pessoas quais são essas atividades; pode significar força, status ou privacidade; pode expressar e apoiar crenças cosmológicas; pode comunicar informação; ajuda a estabelecer identidade individual ou de um grupo; codifica o aqui e o ali, o sagrado e o profano, o homem e a mulher, frente e fundos, particular e público, habitável e inabitável, etc. 
Tem mais neste livro aqui

Significado ao pé da letra da palavra arquitetura:
ARQ, vem de ARJÉ, que significa "primeiro", "principal".
TETURA vem de TEKTON, que significa construir.

O site do IAB - SP, deu uma definição que eu achei bem clara. Abaixo alguns trechos lidos no site: 
"Arquitetura é antes de mais nada, construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço, para determinada finalidade visando determinada intenção..."
"...Pode-se então definir arquitetura como uma construção com o propósito de ordenar e organizar plasticamente o espaço, em função de uma determinada época, de um determinado meio, de uma determinada técnica e de um determinado programa."
Vitrúvio ajuda a entender melhor a arquitetura.
Ele foi um arquiteto que viveu no período republicano em Roma. Em sua época não era muito conhecido, mas seu trabalho escrito foi o único da arquitetura antiga que sobreviveu (os outros escritos romanos foram perdidos nos incêndios das bibliotecas que ocorreram "d.C."), tornando-se de grande importância principalmente para os italianos no Renascimento e leitura essencial para os arquitetos. Ele escreveu o De Architectura Libri Decem, mais conhecido entre nós como Os Dez Livros De Arquitetura, um tratado de arquitetura. As ilustrações do livro foram feitas com xilogravura por Cesare Cesariano, além de traduzi-la.
Vitrúvio apresentou a tríade com elementos fundamentais da arquitetura: firmitas, utilitas e venustas; respectivamentesolidez, utilidade e beleza.
Para saber mais clique aqui

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Atribuições do Engenheiro x Arquiteto


Por motivo de semelhanças nos serviços prestados entre engenheiros e arquitetos, é comum ouvir dizer que existe uma rixa entre ambos, que se encontram quando atuam na área de construção civil. 

Todavia, existem muitas diferenças entre esses dois profissionais, que há poucos anos se encontravam dividindo o mesmo conselho e isso gerava muito incômodo, principalmente porque não havia uma divisão clara das atividades que cada um podia exercer.


A engenharia no Brasil teve origem na área militar, em 1810, quando Dom João VI criou a Academia Militar do Rio de Janeiro. A necessidade de desenvolvimento, principalmente nos setores de saneamento, ferroviário e de portos marítimos, motivou a fundação da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1874, estendendo a profissão também aos civis, por este motivo que se chama Engenharia Civil, diferenciando-se da Engenharia Militar

A arquitetura oficialmente surgiu mais tarde, em 1826 na época de D. Pedro I pela Academia de Belas artes (segunda escola superior do Brasil) que, em seguida, se transforma na Imperial Academia de Belas Artes. Até 1940 os arquitetos se formavam nas Escolas de Belas Artes (Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco) ou nas Escolas de Engenharia – Engenheiros-Arquitetos (Escola Politécnica de São Paulo). A partir de 1940 surgiram outras escolas só de arquitetura pelo Brasil. 

Antes de mais nada... Getúlio Vargas criou o CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). 

Agora, qualquer pessoa em sã consciência consegue diferenciar arquitetura de agronomia, certo? Pois bem, nestes dois conselhos, isso não era muito bem diferenciado, portanto, o que um arquiteto estudava para fazer, um engenheiro agrônomo poderia se aventurar a fazer, reconhecido por lei. Mas isso era muito mais comum e confortável para os engenheiros civis. Inclusive, acredito que isso hoje seja o motivo pelo qual nossas cidades são tão recheadas de prédios quadradões que  levam em conta primordialmente o limite da taxa de ocupação e ocupam o máximo para vender o máximo que puderem, dando menos importância ao estudo preliminar, assim como viabilidade do projeto, impacto de vizinhança, integração urbana, entre outros que são estudados por arquitetos durante muitos anos. Quando um arquiteto se encontra diante de uma obra assim, os desafios são maiores, pois precisa incorporar todas as coisas, colocando em prática todos os seus conhecimentos sem deixar de dar lucro aos empresários.

Tirinhas retiradas daqui.


Com um trabalho e projeto que se estenderam por muito tempo, os arquitetos conseguiram enfim um conselho próprio para que pudessem regulamentar sua prática profissional, atribuindo aos graduados da área uma série de atividades exclusivas a eles em 2010, o CAU - depois de 50 anos.

A diferença está na formação profissional...

Arquitetos - formação em 5 anos, têm a disciplina de Projeto Arquitetônico do primeiro até o último do curso, e apenas um ano da disciplina de Cálculo; 

Engenheiros Civis - formação em 5 anos, têm a disciplina de Cálculo do primeiro até o último do curso, e apenas um ano (ou um semestre) de disciplina relacionada à Projeto Arquitetônico - afinal, eles precisam saber ler um projeto. 

Quem são os profissionais mais preparados para elaborar projetos arquitetônicos e os mais preparados para fazer os cálculos estruturais? 



O arquiteto é quem acompanha o cliente desde o primeiro contato, até a entrega do projeto. O engenheiro participa de algumas etapas - importantíssimas - nesse período.

O Arquiteto pode projetar, calcular e executar estruturas para edifícios, com exceções de cálculo de pista de aeroportos e obras de artes (pontes e estradas) que é especifico da engenharia civil;

O Engenheiro Civil pode projetar, calcular e executar estruturas para edifícios, com exceções de planejamento urbano, paisagismo, design, desenho de interiores, que são atividades exclusivas dos Arquitetos.

ART - Anotação de Responsabilidade Técnica (emitida pelo CREA)
RRT - Registro de Responsabilidade Técnica (emitida pelo CAU)

Para finalizar: 
Atribuições dos Arquitetos e Urbanistas expressamente relatadas na LEI n.º 12.378/2010.

Além do Projeto de Arquitetura da Edificação o arquiteto está técnica e legalmente habilitado à realização de outros serviços, entre os quais;
a) pesquisas, elaboração de programa de necessidades e similares; 
b) levantamento arquitetônicos, urbanísticos, topográficos e geológicos (sondagens); 
c) estudos de viabilidade (técnico – legal) arquitetônica, planos diretores urbanísticos e similares; 
d) projeto de reforma, revitalização e restauração de edificações; 
e) projetos de reparo, conservação/manutenção e limpeza de edificações; 
f) projetos complementares de estrutura instalação hidrosanitárias (água quente e fria, esgotos e águas pluviais), de gás, de proteção contra incêndio e de coleta de lixo, instalações elétricas e telefônicas, conforto ambiental, acústica, sonorização e luminotécnica, instalações de ar condicionado e exaustão mecânica, entre outros; 
g) Projetos de paisagismo, arquitetura de interiores, decoração, mobiliário e comunicação visual; 
h) Projetos de desenho urbano, loteamentos, remembramento / de terrenos e similares; 
i) Planos urbanísticos; 
j) Estudos da viabilidade econômico – financeira, estimativas de custos, Orçamento e similares; 
l) Vistorias / perícias, laudos / pareceres, assessoria / consultoria e similares; 
m) Fiscalização (técnica) de projetos (realizados por terceiros), em nome do cliente; 
n) Gerenciamento (técnico,administrativo e financeiro) de projetos (realizados por terceiros), em nome do cliente; 
o) Fiscalização de execução de obras (realizadas por terceiros) ou fiscalização da construção / construtor, montagem/montador, fabricação/fabricante em nome do cliente; 
p) Gerenciamento da execução de obras (realizadas por terceiros) ou fiscalização técnica, administrativa e financeira da construção/construtor, montagem/montador, fabricação/fabricante, em nome do cliente; 
q) Execução de obras (construção/montagem/fabricação).