quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Lado de Cima da Cabeça

Ótimo documentário!




#cabelos crespos
#negros
#a bobagem das pessoas
#a maldade/ignorância e a influência da sociedade que ainda tem pensamento atrofiado

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que é e como nasce a ARQUITETURA?


A arquitetura nasce a partir do homo erectus, que deixou de ser nômade e passou a ser sedentário.

O fato de fixar-se num local (marcar território) fez com que tivessem a necessidade de construir abrigos.

As primeiras construções visam ser refúgio contra fenômenos da natureza, proteção contra inimigos, guardar posses...

A mente humana tem necessidade de nomear, distinguir, classificar, dar sentido. A necessidade de organização é que faz com que o território seja delimitado: área de namoro, de alimento, de descanso... Essa diferenciação antecede a arquitetura, pois já era feita em cavernas.



Portanto, ABRIGAR, não é a única nem a principal função de uma casa. O ambiente construído tem vários objetivos: abrigar as atividades e os bens das pessoas que habitam determinado espaço, proteger os moradores contra outros seres humanos, animais ou mesmo de "males" sobrenaturais (é o caso, por exemplo, dos templos), promover a integração de um grupo, reforçar a identidade social e indicar status. Para que esses objetivos sejam notados, é feita uma diferenciação, a fim de tornar visível as diferenças entre os lugares e seus comportamentos correlatos. 

Reforçando: a arquitetura pode prover ambientes para certas atividades; ela pode lembrar às pessoas quais são essas atividades; pode significar força, status ou privacidade; pode expressar e apoiar crenças cosmológicas; pode comunicar informação; ajuda a estabelecer identidade individual ou de um grupo; codifica o aqui e o ali, o sagrado e o profano, o homem e a mulher, frente e fundos, particular e público, habitável e inabitável, etc. 
Tem mais neste livro aqui

Significado ao pé da letra da palavra arquitetura:
ARQ, vem de ARJÉ, que significa "primeiro", "principal".
TETURA vem de TEKTON, que significa construir.

O site do IAB - SP, deu uma definição que eu achei bem clara. Abaixo alguns trechos lidos no site: 
"Arquitetura é antes de mais nada, construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço, para determinada finalidade visando determinada intenção..."
"...Pode-se então definir arquitetura como uma construção com o propósito de ordenar e organizar plasticamente o espaço, em função de uma determinada época, de um determinado meio, de uma determinada técnica e de um determinado programa."
Vitrúvio ajuda a entender melhor a arquitetura.
Ele foi um arquiteto que viveu no período republicano em Roma. Em sua época não era muito conhecido, mas seu trabalho escrito foi o único da arquitetura antiga que sobreviveu (os outros escritos romanos foram perdidos nos incêndios das bibliotecas que ocorreram "d.C."), tornando-se de grande importância principalmente para os italianos no Renascimento e leitura essencial para os arquitetos. Ele escreveu o De Architectura Libri Decem, mais conhecido entre nós como Os Dez Livros De Arquitetura, um tratado de arquitetura. As ilustrações do livro foram feitas com xilogravura por Cesare Cesariano, além de traduzi-la.
Vitrúvio apresentou a tríade com elementos fundamentais da arquitetura: firmitas, utilitas e venustas; respectivamente, solidez, utilidade e beleza.
Para saber mais clique aqui

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Atribuições do Engenheiro x Arquiteto


Por motivo de semelhanças nos serviços prestados entre engenheiros e arquitetos, é comum ouvir dizer que existe uma rixa entre ambos, que se encontram quando atuam na área de construção civil. 

Todavia, existem muitas diferenças entre esses dois profissionais, que há poucos anos se encontravam dividindo o mesmo conselho e isso gerava muito incômodo, principalmente porque não havia uma divisão clara das atividades que cada um podia exercer.


A engenharia no Brasil teve origem na área militar, em 1810, quando Dom João VI criou a Academia Militar do Rio de Janeiro. A necessidade de desenvolvimento, principalmente nos setores de saneamento, ferroviário e de portos marítimos, motivou a fundação da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1874, estendendo a profissão também aos civis, por este motivo que se chama Engenharia Civil, diferenciando-se da Engenharia Militar

A arquitetura oficialmente surgiu mais tarde, em 1826 na época de D. Pedro I pela Academia de Belas artes (segunda escola superior do Brasil) que, em seguida, se transforma na Imperial Academia de Belas Artes. Até 1940 os arquitetos se formavam nas Escolas de Belas Artes (Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco) ou nas Escolas de Engenharia – Engenheiros-Arquitetos (Escola Politécnica de São Paulo). A partir de 1940 surgiram outras escolas só de arquitetura pelo Brasil. 

Antes de mais nada... Getúlio Vargas criou o CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). 

Agora, qualquer pessoa em sã consciência consegue diferenciar arquitetura de agronomia, certo? Pois bem, nestes dois conselhos, isso não era muito bem diferenciado, portanto, o que um arquiteto estudava para fazer, um engenheiro agrônomo poderia se aventurar a fazer, reconhecido por lei. Mas isso era muito mais comum e confortável para os engenheiros civis. Inclusive, acredito que isso hoje seja o motivo pelo qual nossas cidades são tão recheadas de prédios quadradões que  levam em conta primordialmente o limite da taxa de ocupação e ocupam o máximo para vender o máximo que puderem, dando menos importância ao estudo preliminar, assim como viabilidade do projeto, impacto de vizinhança, integração urbana, entre outros que são estudados por arquitetos durante muitos anos. Quando um arquiteto se encontra diante de uma obra assim, os desafios são maiores, pois precisa incorporar todas as coisas, colocando em prática todos os seus conhecimentos sem deixar de dar lucro aos empresários.

Tirinhas retiradas daqui.


Com um trabalho e projeto que se estenderam por muito tempo, os arquitetos conseguiram enfim um conselho próprio para que pudessem regulamentar sua prática profissional, atribuindo aos graduados da área uma série de atividades exclusivas a eles em 2010, o CAU - depois de 50 anos.

A diferença está na formação profissional...

Arquitetos - formação em 5 anos, têm a disciplina de Projeto Arquitetônico do primeiro até o último do curso, e apenas um ano da disciplina de Cálculo; 

Engenheiros Civis - formação em 5 anos, têm a disciplina de Cálculo do primeiro até o último do curso, e apenas um ano (ou um semestre) de disciplina relacionada à Projeto Arquitetônico - afinal, eles precisam saber ler um projeto. 

Quem são os profissionais mais preparados para elaborar projetos arquitetônicos e os mais preparados para fazer os cálculos estruturais? 



O arquiteto é quem acompanha o cliente desde o primeiro contato, até a entrega do projeto. O engenheiro participa de algumas etapas - importantíssimas - nesse período.

O Arquiteto pode projetar, calcular e executar estruturas para edifícios, com exceções de cálculo de pista de aeroportos e obras de artes (pontes e estradas) que é especifico da engenharia civil;

O Engenheiro Civil pode projetar, calcular e executar estruturas para edifícios, com exceções de planejamento urbano, paisagismo, design, desenho de interiores, que são atividades exclusivas dos Arquitetos.

ART - Anotação de Responsabilidade Técnica (emitida pelo CREA)
RRT - Registro de Responsabilidade Técnica (emitida pelo CAU)

Para finalizar: 
Atribuições dos Arquitetos e Urbanistas expressamente relatadas na LEI n.º 12.378/2010.

Além do Projeto de Arquitetura da Edificação o arquiteto está técnica e legalmente habilitado à realização de outros serviços, entre os quais;
a) pesquisas, elaboração de programa de necessidades e similares; 
b) levantamento arquitetônicos, urbanísticos, topográficos e geológicos (sondagens); 
c) estudos de viabilidade (técnico – legal) arquitetônica, planos diretores urbanísticos e similares; 
d) projeto de reforma, revitalização e restauração de edificações; 
e) projetos de reparo, conservação/manutenção e limpeza de edificações; 
f) projetos complementares de estrutura instalação hidrosanitárias (água quente e fria, esgotos e águas pluviais), de gás, de proteção contra incêndio e de coleta de lixo, instalações elétricas e telefônicas, conforto ambiental, acústica, sonorização e luminotécnica, instalações de ar condicionado e exaustão mecânica, entre outros; 
g) Projetos de paisagismo, arquitetura de interiores, decoração, mobiliário e comunicação visual; 
h) Projetos de desenho urbano, loteamentos, remembramento / de terrenos e similares; 
i) Planos urbanísticos; 
j) Estudos da viabilidade econômico – financeira, estimativas de custos, Orçamento e similares; 
l) Vistorias / perícias, laudos / pareceres, assessoria / consultoria e similares; 
m) Fiscalização (técnica) de projetos (realizados por terceiros), em nome do cliente; 
n) Gerenciamento (técnico,administrativo e financeiro) de projetos (realizados por terceiros), em nome do cliente; 
o) Fiscalização de execução de obras (realizadas por terceiros) ou fiscalização da construção / construtor, montagem/montador, fabricação/fabricante em nome do cliente; 
p) Gerenciamento da execução de obras (realizadas por terceiros) ou fiscalização técnica, administrativa e financeira da construção/construtor, montagem/montador, fabricação/fabricante, em nome do cliente; 
q) Execução de obras (construção/montagem/fabricação). 

domingo, 22 de junho de 2014

Antiguidade musical

Domingo frio que precede uma semana de provas e o trecho "stop! in the name of love" não sai da cabeça, quando você tenta se concentrar em arquitetura, urbanismo e paisagismo muçulmano, renascentista, maneirista, barroco, rococó, arquitetura colonial civil e religiosa brasileira, além de cidades mineiras. E tudo isso para uma prova só.

Sabe aquela sensação de que se você não fizer tal coisa, não vai conseguir sossegar? Aconteceu comigo agora. Enquanto eu não escutar essas músicas e fizer esse registro aqui hoje não conseguiria focar totalmente nos estudos.



Estou com uma pasta com mais de 100 músicas antiguinhas, e essa playlist é só para matar a vontade mesmo. Trabalhei numa mostra de decoração e fiquei apresentando um ambiente chamado "casa dos avós", então rolava música velha o tempo inteiro e agora não consigo mais parar de ouvir.

Minhas preferidas:
Sinéad O'Connor - Nothing Compares U2
The Hollies - Stop In The Name Of Love
Ben E. King - Stand By Me
Corinne Bailey Rae - Like A Star

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Conceito e Partido Arquitetônicos

O conceito e o partido na arquitetura fazem parte do processo de criação.
Como com qualquer ideia que temos e queremos colocar em prática, a construção de um edifício também atravessa por 3 fases:

1º PENSA (tem a ideia)
2º CRIA E PLANEJA (desenha, coloca a ideia no papel)
3º REALIZA (constrói)


CONCEITO
(IDEIA)

Situa-se num plano abstrato. É o momento em que o arquiteto interpreta todos os dados colhidos e toma decisões coerentes com esses dados. Pode admitir várias soluções espaciais e formais viáveis que devem ser testadas quanto ao padrão construtivo ou funcional para melhor definição do partido. Deve atender as condicionantes características locais geradoras da síntese. 

São 5 princípios:

LUGAR (sítio) e CLIMA
Geografia;
Topografia;
Geometria do terreno;
Paisagem física e cultural;
Estrutura urbana;
Legislação de uso e ocupação do solo;
Sol;
Ventos e
Chuvas.

O conhecimento do lugar e do clima, levam em conta a viabilidade do projeto. Evitam comprometer a habilidade dos espaços e que seja necessário remendos posteriores por conta da incompatibilidade ao clima. Interferem nas soluções formais e construtivas - num terreno acidentado, a forma e soluções serão diferentes de um terreno plano -, nas relações de usos e nas compatibilidades técnicas na relação entre construção e sítio. Contribuem para gerar qualidade no espaço arquitetônico, induzir modos diferenciados de ordenação da construção e de uso do espaço, na identificação de diretrizes latentes de ordenação do espaço e forma.

CULTURA
Investiga os diversos modos de vida dos usuários (seja para um edifício residencial ou não);
Busca especificidades que sugiram o espaço mais apropriável e mais adequado para que estes hábitos tomem lugar e
Ultrapassa o atendimento imediato às questões utilitárias.

RECURSOS MATERIAIS E ORÇAMENTÁRIO
Deve-se ter cuidado quanto ao consumismo e desperdício, levando em conta a sustentabilidade.

PROGRAMA DE ATIVIDADES (e necessidades também)
Como o nome diz, abriga atividades (funções básicas, divisões e dimensões dos espaços), é necessário interpretar essas atividades. Junto com um programa de necessidades, que esclarece os dados do cliente e de todos os usuários, suas necessidades e expectativas a interpretação dessas atividades se torna bem mais fácil de ser interpretada.

Quanto a dimensão dos espaços: o espaço é o prolongamento do ser humano, é seu continente no mundo. A escala do ser humano é sempre o parâmetro (modulor).

PARTIDO 
(FORMA)

É basicamente a interpretação das condicionantes (processo realizado no conceito) + intenção plástica. É o momento em que o projeto ganha forma. Essa forma é o visual, o desenho da construção, a criatividade posta em prática.
É no partido que vemos as perspectivas, as plantas, os cortes, os croquis...

Quando questionam qual é o partido de um projeto, querem saber quais são as ideias predominantes; qual foi a inspiração.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Arquitetura Limpa

O crescimento populacional urbano, o consumismo exagerado, verticalização, adensamento e escassez de recursos são alguns dos fatores que predominam nas cidades e todo mundo sabe disso.

Nasce a história do aquecimento global e do termo sustentabilidade (que me deixam um pouco incomodada e com muitas dúvidas por diversos motivos, mas não quero me delongar), que sendo verdade ou mentira, comerciais ou não, o fato é que está mais insuportável viver na cidade a cada ano que se passa. Digo isso com prioridade, pois não moro numa cidade tão grande e sinto isso claramente. A minha cidade em pouco mais de uma década virou um caos - em vários sentidos. 

A cidade está perdendo o real sentido de ser. Não há integração entre seu planejamento e o uso dos recursos. O que encontramos hoje são pressões como o stress, ansiedade, medo, sedentarismo, intolerância, agressividade. Não que essa fadiga mental seja apenas causa de um péssimo planejamento urbano, outras influências, claro, motivam comportamentos assim. Mas é uma parte considerável que se fosse realizada de maneira inteligente, aliviaria muitos desses males que a sociedade está sujeita.

Portanto, não vejo algo melhor do que se inspirar nas próprias soluções da natureza para resolver alguns problemas encontrados na arquitetura. Criar uma harmonia e não escravidão dos nossos recursos naturais.

A BIOMIMÉTICA fala exatamente sobre isso, de buscar soluções na natureza sem simplesmente replicar suas formas, mas através da compreensão das normas que a regem. 


Porém não adianta apenas o conceito da biomimética, que traz as ideias funcionais da natureza para o cotidiano, mas também é necessário saber como essas ideias serão colocadas em prática. Quais materiais comporão essas construções? 
Daí vem a ARQUITETURA VERNACULAR, que pretende fazer o uso de matérias-primas oriundas do entorno. Tem origem nas técnicas primitivas.




E a BIOARQUITETURA, que alia a Arquitetura Vernacular com materiais produzidos a partir de resíduos.